|
|
| |
Teleconferência
1 |
Reforma
da educação e do pensamento:
complexidade e transdisciplinaridade |
| |
|
|
Conferencista:
Basarab
Nicolescu- Presidente
do CIRET - Centre International de Recherches et Etudes Transdisciplinaires
e Professor de física teórica da Université
Pierre e Marie Curie/Laboratoire de Physique Théorique et
des Hautes Energies/Paris
Debatedores:
Marcelo
Knörich Zuffo - Engenheiro,
professor da Escola Politécnica da USP
Ubiratan
D'Ambrosio - Matemático, professor emérito da
UNICAMP
Por força
das descobertas da física quântica e da biologia
contemporânea, a ciência contemporânea têm
sido levada a entender a realidade como um conjunto complexo de
relações de maior ou menor interdependência.
O modelo de pensamento binário praticado desde o século
XIX tendeu à separação do conhecimento em
diferentes disciplinas, entre as quais há pouco ou nenhum
diálogo. Tendo sido útil ao desenvolvimento da ciência,
o isolamento dos saberes esgota-se no conflito com a realidade,
que é complexa. Hoje, os saberes compartimentados
refletem e são geradores de um enorme distanciamento entre
o homem e a natureza, entre o indivíduo e sua potencialidade
como ser humano, e entre o saber científico tecnológico
e o conhecimento ordinário do homem comum. Segundo Nicolescu,
é necessário transformar nossos modelos de pensamento
para enfrentarmos com sucesso os desafios do próximo século.
Para fazer frente à complexidade do mundo contemporâneo,
é necessário um novo tipo de conhecimento, transdisciplinar.
Abrindo o
II Ciclo de teleconferências do programa Engenheiro 2001,
Basarab Nicolescu estará desenvolvendo o conceito de complexidade
e as implicações da transdisciplinaridade no ensino
da tecnologia no próximo século.
|
| |
|
Teleconferência
2 |
As
novas realidades e os desafios
da educação tecnológica superior |
| |
|
|
Conferencista:
Richard
Larson- diretor
do CAES - Centro para Serviços Educacionais Avançados
do MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Debatedor:
Waldimir
Pirró e Longo- Professor da Universidade Federal Fluminense
Ao
invés de ensinar, aprender; Ao invés de professor,
parceiro de aprendizagem; Ao invés de aluno, um ativo buscador
do conhecimento. O fim do ensino tradicional, que impõe
a cada indivíduo um único ritmo e um único
percurso de aprendizagem, e o nascimento de um novo ensino, tecnológico,
onde as virtudes de cada um são valorizadas. Em lugar de
material didático, uma meta; e , em lugar da sala de aula,
redes globais de aprendizado. Estas são algumas das idéias
que vêm sendo desenvolvidas por Richard Larson, no MIT,
para a criação de um novo modelo de universidade,
adaptada às exigências e desafios de um mundo globalizado,
competitivo, que exige sempre novas soluções. Com
a utilização dos novos meios digitais de comunicação,
é possível construir conhecimento e pesquisa a nível
global, interligando comunidades internas e externas ao campus
universitário, reunindo informações pulverizadas
e democratizando saberes.
|
| |
|
Teleconferência
3 |
A
renovação pedagógica na engenharia
e a formação dos formadores dos engenheiros |
| |
|
|
|
Conferencista:
Walter Bazzo- Professor
do Centro Tecnológico da UFSC
Debatedores:
Marcos Tarciso Masetto- Professor
da Faculdade de Educação da PUC-SP
Antonio
Carlos Bragança Pinheiro: Diretor
da Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie
O acelerado
ritmo das mudanças tecnológicas - e suas implicações
sócio-econômicas - levou a uma situação
limite as contradições internas da educação
em engenharia nas universidades brasileiras. Por um lado, um corpo
docente de espírito conservador, preso a vícios
culturais da universidade, onde o aluno é o menos importante
- valem mais pesquisas, atividades acadêmicas e carreira
profissional do que o investimento didático. Esquece-se
que desenvolver uma relação com pessoas exige um
conhecimento pedagógico diverso do arcabouço técnico
dos engenheiros.
Por outro
lado, os próprios alunos trazem uma cultura que valoriza
muito mais o conhecimento prático - a fórmula matemática,
a dica profissional - do que o aprender a conhecer, o processo
real de aprendizagem e construção de conhecimento.
No entanto,
os novos desafios da engenharia, num mundo onde a tecnologia tem
mudado e vai continuar mudando aceleradamente, colocam em cheque
o modelo da simples transferência de conhecimentos. Segundo
o Prof. Walter Bazzo, a alternativa para que o ensino de engenharia
possa formar profissionais aptos a enfrentar as novas realidades
do mercado de trabalho reside no investimento na formação
dos professores, os formadores dos engenheiros.
|
|
Teleconferência
4 |
A
virtualização das disciplinas: a construção
de ambientes web para a educação presencial
e a distância |
| |
|
|
|
A
Web não é mais uma promessa, já faz parte
do dia-a-dia de milhões de pessoas em todo o mundo, sendo
o agente principal de um tráfego de informação
nunca antes imaginado. No momento em que procuramos incorporar
os enormes recursos dessa rede mundial de computadores aos processos
educacionais, é necessário refletir sobre esse uso
específico - a educação - e as vantagens
que oferece.
A
intervenção do avanço tecnológico
na prática do ensino tem sua própria história.
As passagens da cultura oral à cultura escrita, e desta
para a cultura impressa tiveram, cada qual a seu modo, notável
impacto sobre as formas de aprendizagem e conhecimento em diferentes
períodos da história. A introdução
da escrita, no século VI A.C. fez da produção
de conhecimento uma experiência individual, não mais
realizada em debates públicos; a disseminação
do acesso aos livros, a partir do século XV, democratizou
o acesso à informação e linearizou a relação
do homem ocidental com o saber. A revolução industrial
e o desenvolvimento das cidades instituíram o modelo de
escola que conhecemos hoje.
As
potencialidades da Web apontam para uma nova revolução
nas práticas educacionais. Dos métodos tradicionais,
guardaremos o texto como a melhor ferramenta para o desenvolvimento
e a incorporação de conceitos e o professor como
uma figura de referência, cujo papel, porém, será
profundamente revisto. A nossa pergunta é: como conceber
ambientes Web voltados para a educação capazes de,
através da virtualização dos espaços
tradicionais da escola, agenciar da forma mais completa possível
uma educação onde o conhecimento será construído
coletivamente.
Conferencista:
Lucio
França Teles - Diretor de Programa do Centro para
a Educação a Distância da Universidade Simon
Fraser e Diretor da TelestrainingCourses/Canada
Debatedores:
Romero Tori - Professor da Escola Poltécnica da USP
Alexander
Joseph Romiszowski - Professor da Universidade de Syracuse
|
|
|
|
Teleconferência
5 |
Desenvolvimento
do novo currículo e avaliação da aprendizagem:
o que os alunos estão aprendendo? |
| |
|
|
|
Que
os modelos de educação devem acompanhar as mudanças
incessantes da sociedade, não é novidade. Tampouco
é nova a noção de que o ensino da engenharia
nas próximas décadas deverá mudar seu foco
do professor para o aluno, do ensinar para o aprender,
implicando uma ação mais ativa do aluno e uma redefinição
do papel do professor, orientador e gerenciador do ambiente de
aprendizagem. Falar em mudanças na educação
impõe discutir mudanças nos modelos de avaliação
do rendimento dos alunos, assim como a verificação
do êxito dos novos modelos. Tradicionalmente, o eixo da
avaliação dos resultados do ensino tem sido a verificação
do conhecimento dos estudantes através de trabalhos e provas.
Este modelo, baseado na prova ou teste, deve ser superado
por um novo, baseado na idéia de avaliação
das diversas etapas do processo educacional, entendidas sob
a ótica da qualidade. A partir de uma visão
sistêmica do ensino universitário (que leva em conta
sobretudo o perfil do engenheiro que se pretende formar, mais
versátil e preparado para o trabalho em equipe), Otto Rompelman
propõe a monitoração de todo o processo de
graduação, avaliando a definição dos
objetivos do curso, o desempenho de professores e alunos e o resultado
final: o profissional preparado pela universidade. Da adequação
de cada uma destas etapas depende o êxito do novo ensino
de engenharia. Para demonstrar as possibilidades dos novos modelos
de aprendizagem e avaliação, Rompelman apresenta
duas experiências bem sucedidas com novos currículos
e métodos implementadas na universidade de Delft, na Holanda.
Conferencista:
Otto
Rompelman - Professor da Faculdade de Sistemas e Tecnologias
de Informação da Universidade de Tecnologia Delft
/ Holanda e coordenador do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento
de Currículo da SEFI - Sociedade Européia para a
Educação em Engenharia
Debatedores:
Paulo
Roberto do Lago Helene - Professor e gerente de ensino de
graduação da
Escola
Politécnica da USP
Nelson
Maculan - Professor da COPPE - Instituto Luiz Coimbra de
Pós-graduação
e Pesquisa de Engenharia da UFRJ
|
|
| Teleconferência
|
Formação
científica básica e interdisciplinaridade
no novo currículo de engenharia |
TRANSFERIDA
Em virtude de um acidente com o Prof. Pradeep Khosla, a sua
teleconferência será realizada futuramente, em
data a ser definida. |
|
|
Conferencista:
Pradeep
Khosla- Chefe do Departamento de Engenharia Elétrica
e Computação da Universidade de Carnegie Mellon/EUA
Debatedores:
Afonso Fleury- Diretor-presidente
da Fundação Vanzolini e professor da Escola Politécnica
da USP
Enilson
Medeiros dos Santos- Professor
do Centro de Tecnologia da UFRN
|
| |
|