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Aprendizagem e inovação organizacional: uma questão de sobrevivência e sucessoO atual desafio tem exigido esforços e profundas modificações nas organizações. Este desafio teve início na virada dos anos 80 com a abordagem de cunho mais técnico, com tecnologia na área de microeletrônica e com os sistemas de produção: os robôs. No caso brasileiro, com a liberalização dos mercados na virada dos anos 90, e a introdução no círculo de controle da qualidade, é que as modificações se acentuaram nas empresas, apresentando saltos de produtividade. Segundo Garvin (1993), "Organizações que aprendem são aquelas capazes de criar, adquirir e transferir conhecimentos, e de modificar seus comportamentos para refletir este novos conhecimentos e insights." Segundo Peter Senge, em "A Quinta Disciplina", o ser humano vem ao mundo com o desejo de aprender. As instituições (escola, família, empresas) é que vão limitando e condicionando estas capacidades naturais. Há pessoas com alto conhecimento sobre a organização, há uma compatibilidade entre o objetivo pessoal e o organizacional. Estas pessoas trabalham em grupo. Cinco idéias básicas sobre como gerenciar o processo de aprendizagem e atividades a nível de organização que propiciam a aprendizagem:
As empresas européias e as asiáticas (Japão), adotam novas formas de organizar para a aprendizagem e inovação com diferentes formas: as empresas européias tem se desenvolvido isoladamente, em contraposição às empresas no Japão que desenvolvem-se integradas. A experiência européia baseia-se no desenvolvimento de formas organizadas que enfatizam a aprendizagem. A Volvo foi o primeiro caso no mundo ocidental a organizar uma produção que gera sistemas de aprendizagem e de inovação. Já o princípio da organização qualificante foi mais desenvolvido pelos franceses, que diferenciam a organização qualificada da organização qualificante. Quanto à experiência asiática, desenvolveu-se segundo os seguintes estágios:
1946 - 1964: aprendendo a produzir (movimento JIT) Como exemplo, pode-se citar o caso da nova fábrica da Toyota, em Kyushu. A nova fábrica foi resultante de:
O processo de montagem dos grupos que vão atuar na Engenharia Simultânea são facilitados. A forma como as pessoas são gerenciadas nesse seu processo de desenvolvimento profissional envolve uma ênfase muito grande na rotação de cargos. No caso das empresas ocidentais com métodos mais tradicionais, estas são mais departamentalizadas e o processo de comunicação entre os departamentos é complexa. Quanto às políticas de gestão de recursos humanos, observa-se:
A adoção de modelos de organização deve ser feita de maneira limitada, tendo em vista a impossibilidade de se precisar qual o modo adequado de se organizar. Além do que é necessário criar-se a cultura de aprendizagem.
Afonso Carlos Corrêa Fleury e Maria Tereza Leme Fleury |
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