Novas tecnologias na educação

No Brasil, a educação a distância tem sofrido avanços e retrocessos, mais retrocessos que avanços, com resistências de todo o tipo, inclusive empecilhos legislativos. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação será a Lei Áurea para a educação a distância.

A educação a distância serve como apoio ao desenvolvimento global da educação, não como substituição do professor. É o caminho para levar novas formas de ensino e melhorar a capacidade de transmissão de conhecimentos dos professores.

Deve ser vista como um instrumento de grandes possibilidades que não traz risco para os professores. É o meio para melhorar a educação como um todo, para resolver o problema das grandes distâncias é muito importante para o desenvolvimento.

Não podemos falar de educação a distância sem falar de política educacional, cuja ausência no Brasil é responsável pela brecha em relação a outros países. Nenhum país chega ao desenvolvimento pleno sem uma estratégia de educação e uma política de educação a distância. É a democratização da educação que reforça a democracia e leva ao exercício pleno da cidadania. O Brasil investe muito dinheiro em educação, mas investe mal. A falta de continuidade dos programas é outro problema.

Outro desafio das redes de educação a distância é a manutenção, em seu meio, de instituições idôneas que desenvolvam cursos com qualidade, submetendo sempre aos demais os produtos gerados por seus profissionais.

Não há mais motivação para se estudar nos quadros negros, quando o mundo já é visto em cores há vários anos. O início da revolução educacional está bem próximo, embora os projetos atuais de transmissão do ensino para aprendizagem ainda progridam de forma lenta, incapazes de atender aos anseios da humanidade.

A educação a distância elimina o gargalo do vestibular, dá acesso a novos conhecimentos para pessoas que não tiveram o primeiro ou o segundo grau e é o caminho para a universidade aberta.

O primeiro passo é eliminar os entraves legais e burocráticos que impedem a evolução da educação a distância no Brasil. Também é preciso investimento pesado na formação de profissionais da educação. Em suma, é preciso acreditar no desenvolvimento da educação como meio para consolidar a democracia e garantir o desenvolvimento.

O diagnóstico do mercado de trabalho no final do século mostra que está condicionado pela globalização, que lhe impõe três novos paradigmas fundamentais.

Primeiro, a produção normatizada (ISO 9000) e pela qualidade total, alterando os hábitos das empresas que já não podem mais empurrar produtos para o mercado e sim produzir o que o mercado quer.

Outro é o da produção ecologicamente correta (ISO 14000). Sabemos que os recursos são exauríveis e já não é possível obter recursos dos organismos de financiamento sem a apresentação de um RIMA.

O terceiro é o da produção ergonomicamente correta (ISO 19000). O ser humano é o mais importante, precisa de qualidade de vida e salário digno.

O prognóstico do mercado mostra também três aspectos que orientam a competitividade. O primeiro é o marketing, no qual as marcas estão se tornando padrões. O segundo é a logística - do recebimento da matéria-prima à cadeia de distribuição tudo tem que funcionar harmoniosamente. O terceiro diferencial competitivo é a questão do conhecimento, sobretudo do domínio na inovação tecnológica.

Se a universidade não gerar esses conhecimentos, não gera competitividade. A formação do engenheiro 2001 vai ser mista, com alguns cursos presenciais e sobretudo com educação a distância, utilizando novas tecnologias tais como: teleconferências, videoconferências, vídeo aulas, Internet, salas virtuais com total interatividade e outras formas de ensino virtual.

O prognóstico do trabalho mostra que no Século XXI serão diferentes as relações capital x trabalho. No lugar de formar futuros empregados, temos que formar empreendedores.

Três áreas da engenharia vão ter maior demanda no século XXI. Em primeiro lugar, a engenharia da informação, com o maior mercado de trabalho. Está havendo uma revolução nas comunicações, e as empresas vão ter acesso às instituições de pesquisa e a grandes bancos de dados de conhecimento.

Em seguida, a engenharia de sistema e a engenharia do setor de serviços. No século XXI se reduzirá ainda mais o setor secundário com expansão do terciário. Ao cartesianismo do engenheiro de produção do chão-de-fábrica se opõe a formação holística do engenheiro de sistema. O engenheiro passa a ser mais um agente social que um tecnólogo.

A formação tradicional do engenheiro não possibilita a atualização. A única forma de manter competitividade no mercado de trabalho é por meio da educação a distância.

Leia o artigo de João Roberto Moreira Alves.

Leia o artigo de Neri dos Santos.


Os conferencistas

João Roberto Moreira Alves e Neri dos Santos

Veja um perfil de João Roberto Moreira Alves.

Veja um perfil de Neri dos Santos.


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