Engenheiro do ano 2000

O currículo para a Engenharia Mecânica da Universidade Católica de Leuven, levou a repensar a educação, relacionando-o as mudanças decorrentes dos novos paradigmas das indústrias.

No próximo século, as indústrias terão como base o gerenciamento horizontal e o trabalho se realizará em equipe.

Para atender esta demanda, a engenharia deverá ser de concorrência e o gerenciamento terá como referência o tempo.

O controle será hierárquico - Controle da qualidade integral em todos os níveis da produção.

As megafábricas serão substituídas por fábricas virtuais.

A engenharia do produto priorizará o ciclo de vida, ou seja um pensar ecológico do produto.

O design será disciplina básica na engenharia.

Novos métodos de fazer a mente científica.

O grande desafio para a universidade será combinar diferentes disciplinas de forma sinérgica, de modo a incentivar os alunos a desenvolver em suas habilidades na solução de problemas.

A universidade será questionada em seu papel social no século XXI, como adaptar novos currículos a um futuro incerto da estrutura industrial?

Como podemos adaptar nossos programas ao futuro incerto da estrutura industrial? (5/10 anos)?

Como incentivar o espírito inovador e empreendedor dos alunos?

O que é qualidade na educação?

O conhecimento científico que deixou de ser utilizado para compreender o mundo e passou a ser fator de desenvolvimento econômico.

Hoje deve-se procurar entender o presente para poder prever o futuro tecnológico, nesse quadro a engenharia está no ponto estratégico.

O Japão tem a capacidade de engenheirar antes e mais barato que o próprio inventor. O Japão importa 90% da energia que consome, importa alimentos e mesmo assim consegue ser superavitária. Daí pode-se afirmar que a tecnologia suplanta as vantagens de território, bens e até dinheiro.

Pode-se constatar que o ensino de engenharia estava defasado.

A economia globalizada exige alta competitividade para o setor produtivo, no entanto as tecnologias são efêmeras (logo substituída por novas).

A evolução de tecnologia obriga a uma reviravolta nos cursos de engenharia. O governo, em uma de suas inúmeras iniciativas, pretende aumentar o número de cursos superiores, tendo em vista que atualmente este número é irrisório, insuficiente, para as necessidades do país.

Dos 1.700 alunos, 70% são alunos do curso de engenharia, sendo que somente 15.000 engenheiros são formados por ano.

Há um aumento significativo, na procura dos cursos de pós-graduação, dos 21.000 doutores, 2.200 são engenheiros com mestrado e doutorado em engenharia.

Inúmeras ferramentas, desenvolvidas anteriormente para outros usos, hoje vem sendo utilizadas para o ensino.


Os conferencistas

Hendrik Van Brussel, Waldimir Pirró e Longo, Luiz Carlos Scarvada do Carmo e Danilo Amaral

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