Tecnologia e emprego: desafio brasileiro

Afinal, é a tecnologia, aliada ou inimiga do emprego?

Analisando-se os níveis de desemprego nos diversos países como: Japão, Brasil, Estados Unidos e países da Europa, pode-se afirmar que o desemprego é a grande chaga social da humanidade.

Para melhor se compreender o desemprego, alguns aspectos atuais e o processo histórico devem ser observados.

Por um lado, o cotidiano e a realidade do mundo demonstram que a tecnologia é inimiga do emprego. Por outro, sendo esta o motor do desenvolvimento econômico, é geradora de empregos.

Aspectos como: o crescimento da população ligado ao desenvolvimento tecnológico, a população camponesa superada, em número, pela população urbana e o acesso feminino ao mercado de trabalho auxiliam na análise do desenvolvimento tecnológico e de suas conseqüências no emprego.

Neste panorama pode-se identificar alguns elementos necessários para que as consequências do desenvolvimento tecnológico sejam positivas.

Deve-se buscar o crescimento material em contraposição ao crescimento especulativo, de forma que o investimento seja feito na produção e na produção qualificada.

O novo paradigma tecnológico apresenta a necessidade de se melhorar o nível de qualificação, não apenas para qualificar, mas também para para requalificar o qualificado.

O que é necessário para se pensar de forma progressista?

Inicialmente deve-se desfazer a teia de ilusões e enganos, compreender a questão do crescimento, da tecnologia e do emprego como uma curva, e não como um ponto nela.

Compreender a sociedade reduzida a sua economia e a sua finança, imaginar que só existe um modelo viável para o mundo, impede o enfrentamento dos problemas a serem superados.

As novas estratégias empresariais, muito rápidas, geram uma redução de 30% nos postos de trabalho intermediários nas indústrias, modificam as relações de trabalho.

As dificuldades por que passam as universidades: seu afastamento da realidade, a não compreensão das necessidades da sociedade e a impossibilidade de produzir a qualificação apropriada.

Existem várias alternativas de globalização - resultado do processo histórico de integração da economia entre determinados países - deve-se rearticular a economia brasileira com a internacional de modo que o Brasil participe com sucesso da globalização.

O grande desafio é conduzir o avanço tecnológico para a geração de empregos.

A estratégia governamental deve mudar utilizando-se da inovação tecnológica, retomar os investimentos para promover o crescimento e gerar novas oportunidades de trabalho com base na expansão econômica, sinalizando e incentivando novas frentes de investimento e estabelecendo uma nova lógica na agroindústria.


O conferencista

João Guilherme Vargas Neto

Veja um perfil de João Guilherme Vargas Neto.


Voltar