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RICHARD LARSON: MIT NO ENGENHEIRO 2001 |
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O Brasil tem o 4º maior sistema de transmissão televisiva
do mundo. A tele "As novas tecnologias e os desafios da educação superior", transmitida ao vivo dos estúdios do MIT, permitiu aos participantes do Engenheiro 2001 estabelecerem um contato direto com uma das maiores autoridades no uso didático da tecnologia. Recursos naturais, energéticos, indústrias de base, infraestrutura produtiva etc não constituem mais o grande diferencial competitivo entre as nações. A maior vantagem estratégica de um país, hoje, é aquilo que seus habitantes têm 'entre as orelhas. Esse foi um dos pontos de vista desenvolvidos pelo professor norte-americano Richard Larson, na teleconferência da última quinta feira. Ilustrando suas reflexões sobre as redes globais de aprendizagem com exemplos de programas de ensino à distância, desenvolvidos atualmente no MIT e em outras importantes universidades norte-americanas, Larson ofereceu aos espectadores um quadro real e bastante atualizado das intensas transformações em curso no ensino superior em todo o mundo. Programas de requalificação, educação continuada, pós-graduação à distância em universidades corporativas ou tradicionais envolvem um número cada vez mais expressivo de estudantes e profissionais de diversas áreas. O campus global comunidade de aprendizagem ligada à distância através de redes tecnológicas não substituí ou elimina, no entanto, o ensino presencial, o contato direto entre professor (ou simplesmente orientador) e alunos. Atividades presenciais e à distância deverão coexistir, servindo de estímulo e alimento umas às outras. A idéia mais importante é a de substituir o ensinar pelo aprender. Isto, de alguma forma, resume tudo. Larson defendeu um uso maior da tecnologia para o ensino presencial, comparando o uso do giz e do quadro negro às pinturas rupestres do homem pré-histórico. "A única diferença tecnológica foi a invenção do apagador", comentou. Algumas perguntas sugeriram a perspectiva dos recursos tecnológicos servirem à dominação cultural, eliminando culturas locais em nome de um saber e de uma forma de pensamento hegemônicos. Larson advertiu que, embora haja riscos, o universo tecnológico encerra também oportunidades. Tudo depende da forma como cada país se engajar na era da informação tecnológica. O mais importante é compreender que se trata de uma realidade sem volta. Os programas de educação baseada em tecnologia são, no entanto, dependentes de um grande aporte de recursos. Além do equipamento e dos custos operacionais envolvidos, é necessário também preparar profissionais e professores com recursos pedagógicos para coordenar as atividades em rede. Para saber mais sobre Richard Larson: http://caes.mit.edu/About/people/larson.html
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