SAIBA MAIS SOBRE O "PROJETO E"

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Aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser são os novos valores inseridos no estágio atual da educação e da inserção profissional e social dos cidadãos, nesse final de milênio. Esse é o ponto crucial do ciclo de teleconferências do Projeto E. Priorizando a Educação Para o Emprego e o Empreendedorismo como peças chaves, o evento discutirá questões da renovação pedagógica e sobre a empregabilidade que, hoje, se limita à indicação do saber aprender e o saber fazer como paradigmas máximos.

Enquanto o conceito corrente de empregabilidade tem como desdobramento a competição no trabalho (para obter uma colocação ou uma promoção é preciso que alguém perca), resultando num jogo de soma zero (alguém ganha - alguém perde), o saber conviver implica em colaboração com o outro para que sejam enfrentadas e negociadas as adversidades e neste ambiente colaborativo possam ser geradas soluções de preservação do emprego e de geração de novas oportunidades de trabalho.

Também, o conceito corrente de empregabilidade tem implicado em aviltamento do ambiente e dos direitos do trabalho. O aprender a ser possibilita que o indivíduo e os coletivos de trabalho resgatem a dignidade e o apreço pela qualidade de vida e do trabalho.

Compreende-se que o aprender a conviver e o aprender a ser ampliam a intervenção pedagógica e as possibilidades de ação do profissional, alargando o conceito de empregabilidade, em vigor, que responsabiliza apenas o indivíduo pela sua formação e pelo seu êxito no mercado de trabalho.

A adição destes novas funções da aprendizagem (aprender a conviver e aprender a ser) alarga as possibilidade de intervenção do indivíduo e da coletividade para que sejam geradas formas colaborativas e cooperativas de trabalho que venham garantir e ampliar a qualidade de vida e de trabalho.

Estes mesmos valores são válidos na formação do empreendedor, desmistificando-se a idéia de que empreender é vencer contra tudo e contra todos. O aprender a conviver (o outro não é uma ameaça e sim uma parte das soluções) possibilita formar uma cultura colaborativa que vai de encontro ao atual modelo de economia baseada em redes (qualquer que seja o nome dado para este processo de integração fornecedores-produtores-clientes e até mesmo concorrentes: cadeias produtivas, redes, franquia, supply chain, sistema integradores, cooperativas, etc...). A cooperação é elemento fundamental nestes modelos de organização da produção-distribuição.

Quanto ao saber saber ser, este é fundamental para a adequação do perfil empreendedor, compreendendo aspectos imprescindíveis como ousadia, autoconfiança, assertividade, liderança, criatividade, satisfação pessoal e outros.

Essa é a nova tônica em questão que os profissionais, em geral, estão despertando o seus interesses. É pela qualidade de informação e reflexão sobre esse novo estágio que o empreendedorismo, hoje, se faz mais que presente.

Obs.: Para saber mais sobre os conceitos aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, ler o artigo: Evolução Transdisciplinar da Universidade: Condição para o Desenvolvimento Sustentável.

 

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