PROJETO E - PRINCIPAIS IDÉIAS

 

A nova teoria da firma

Décio Zylbersztejn
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • Conceito moderno: firma é um conjunto de transações, coordenada por um agente, normalmente o empresário;
  • A coordenação pode ser pelo sistema de preços, com o mercado coordenando as atividades da economia; pelo sistema de hierarquia (firma hierárquica), com todas as transações dentro da empresa e o empresário com pleno domínio das transações e pelo sistema contratual (firma contratual), com as transações dentro ou fora da firma, mas ainda coordenadas pelo empresário;
  • O agente coordenador das transações se utiliza de um conjunto de incentivos (pagamento de salário ou de serviço) e de monitoramento para que as relações contratuais se cumpram corretamente;
  • As transações contratuais podem ser caracterizadas por frequência, — periodicidade de uma transação; incerteza — mudança constante do ambiente; especificidade dos investimento — recursos para cumprir um contrato;
  • Três aspectos fundamentais na análise comportamental das organizações: reputação — dá uma certeza razoável de que o contrato será cumprido; ambiente institucional legal — dependendo do país, pode dar ou não garantia de proteção para o indivíduo; aspectos éticos — devem pautar as relações contratuais, mantendo a sua continuidade;
  • Conceito de eficiência é extremamente importante dentro da teoria econômica e na economia das organizações;
  • Conceito tradicional de eficiência é o da organização que minimiza custos de produção;
  • Na nova firma, o conceito da eficiência baseia-se nos custos das transações;
  • Os agentes não conseguem gerenciar e prever todas as possibilidades. O risco é inerente a esse tipo de atividade;
  • A regra é: tudo muda. A tecnologia muda, o ambiente institucional muda;
  • O poder de negociação continua existindo. Dentro de uma cadeia produtiva, onde relações contratuais se estabelecem, encontra-se o poder de negociação;
  • A estabilidade pode depender de critérios eficientes de divisão de risco;
  • Corre mais risco quem pode correr;
  • A nova visão da concorrência é de conjuntos de firmas concorrendo com outros conjuntos de firmas. Alianças entre organizações se estabelecem, perpassando barreiras, perpassando limites de países e indo competir com outros conjuntos de organizações.
ENTREVISTADO
Decio Zylberzstajn

PhD em Economia pela North Carolina State University e coordenador PENSA - Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial,

é professor associado do Departamento. de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

 

 

Novos fatores geradores de riqueza

Waldimir Pirro e Longo
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • As grandes diferenças da formação profissional atual e do passado é que, hoje, profissões são criadas e desaparecem e habilitações no trabalho são exigidas e em seguida descartadas;
  • A obsolescência permanente tem que ser cuidada por um sistema educacional contínuo;
  • Hoje as nações procuram acrescer riqueza pela incorporação de conhecimento aos seus produtos;
  • A riqueza está em vender produtos e serviços cujo o agregado intangível seja significativo;
  • No mundo atual, mais vale o que se tem entre as orelhas do que debaixo dos pés;
  • Países que têm tudo entre as orelhas conseguem ser credores nas contas mundiais; países que têm tudo embaixo dos pés, mas pouco entre as orelhas, são devedores;
  • A globalização nada mais é do que aquele que tem tudo entre as orelhas tomando aquilo daqueles que têm tudo debaixo dos pés, mas pouco entre as orelhas;
  • Assim, a divisão internacional do trabalho e da riqueza está ordenada pelo conhecimento;
  • Paradigma da sociedade é um conjunto de tecnologias que molda as relações sociais, a escala de valores, as prioridades, as profissões, as qualificações para o trabalho;
  • Estamos, atualmente, vivendo uma virada paradigmática;
  • Na hora que um paradigma muda, todos são iguais. Todos estão na incerteza. Os que apostarem na janela certa, irão ao sucesso; os que perderem esta oportunidade, ficarão marginalizados por mais um ciclo;
  • A escola perdeu a função de apenas preparar o cidadão para o trabalho: deve prepará-lo também para a vida;
  • A expansãso do ensino superior no Brasil se deu no sistema privado, que ficará sempre com vagas excedentes enquanto os salários forem incompatíveis com o custo da educação;
  • Para os empreendedores, um dos grandes ramos é o da educação continuada, principalmente a de pessoas da terceira idade;
  • Nem mesmo o rádio e a televisão têm sido usados competentemente para a educação de massa;
  • É preciso urgentemente alargar o número de vagas públicas e privadas a custos baixos, através dos sistemas interativos;
  • Os meios interativos necessários — correio, telefone, rádio, TV, Internet, CD, vídeo— estão disponíveis assim como conteúdo e escolas. É uma decisão política.
ENTREVISTADO
Waldimir Pirró e Longo

Mestre e PhD pela Universidade da Flórida e professor titular da Universidade Federal Fluminense.

Atualmente assessora o Ministro da Ciência e Tecnologia.

 

 

Administração por projeto

Nilton Nunes Toledo
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • A administração tradicional gerencia as funções rotineira da empresa, que é dividida por funções, que se repetem constantemente;
  • A administração por projeto gerencia por tarefas, que não fazem parte do dia a dia da empresa. É uma atividade que tem um produto único, que tem um começo e que tem um fim. Cada projeto é único;
  • Projeto básico é o escopo do projeto. Todos os itens que vão ser necessários para a execução do projeto devem estar detalhados no escopo do projeto;
  • O escopo divide-se em atividades. Cada item do escopo vai ser composto de atividades;
  • As atividades precisam estar encadeadas entre si;
  • As atividade de um projeto têm tempo previsto, custo previsto e qualidade prevista;
  • É preciso estabelecer um sistema de controle para verificar se cada atividade está sendo cumprida a tempo e a hora;
  • Encadeamento das atividades é a estrutura analítica do projeto, que permite alocar o tempo e os recursos que cada atividade pode ter;
  • O planejamento é ponto de partida da execução de um projeto;
  • Uma boa administração por projeto caracteriza-se por cumprimento de prazos; cumprimento de custos e cumprimento da qualidade especificada;
  • A função do administrador por projeto é verificar o cumprimento das atividades;
  • Na empresa tradicional, cada indivíduo é treinado para determinada função e precisa cumprir a sua função. A organização do trabalho por projeto pressupõe um único comando, isto é, uma só pessoa, o administrador do projeto, examina todas as atividades;
  • Administrador do projeto é uma pessoa com conhecimento multidisciplinar. Não precisa ser especialista em todos os ramos, mas precisa ser capaz de dialogar com os especialistas e de requisitar serviços para que as atividades sejam plenamente executadas;
  • Em administração por projetos, emprega-se, em geral, o sistema de custeio ABC — Activity Basic Cost , que administra o custo de cada atividade e não o custo do produto. A somatória dos custos das atividades resulta nos custos do produto;
  • Os principais benefícios de uma administração por projeto são motivação de quem trabalha no projeto, prazos e custos pré-determinados e cumpridos e qualidade de execução;
  • Planejamento e gestão por projeto cabe em qualquer tamanho de empresa. Se houver consciência de que tudo tem que ser planejado, a possibilidade de erro diminui muito.
ENTREVISTADO
Nilton Nunes Toledo

Doutor em Engenharia de Produção pela escola Politécnica da USP, é coordenador dos cursos virtuais

da Fundação Vanzolini e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

 

 

Riscos, rentabilidade e liquidez

Roberto Lima
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • Risco empresarial é lidar com as incertezas do futuro, lidar com as variações do que foi planejado, fazer com que as empresas, apesar dos riscos, possam se desenvolver e prosperar em seus negócios;
  • Risco é inerente às atividades do livre mercado. Não pode ser eliminado, mas pode ser administrado;
  • O processo de gestão do empreendimento requer o desenvolvimento de um cenário de trabalho. No cenário de trabalho, deve ser desenvolvido o processo decisório;
  • É fundamental estar alerta aos fatores de risco e consciente dos riscos em que se vai incorrer;
  • Planejamento é fator determinante na amenização de riscos;
  • Minimizar riscos, conceitualmente falando, é estar preparado para o que não se consegue planejar;
  • Na gestão financeira extremamente cuidadosa reside o grande potencial de minimazação de riscos;
  • Gestão financeira cuidadosa implica em cuidados com a rentabilidade, cuidado na tomada de financiamento e cuidados na manutenção de níveis de liquidez;
  • Todo o empreendimento precisa ter um sistema de aferição de resultados, que deve ser acompanhado sistematicamente;
  • Toda a empresa tem um conjunto de recursos aplicados para conseguir seus objetivos. Esses recursos necessariamente são financiados;
  • Empreendedores devem sempre considerar que estão ingressando em um ambiente onde eles não têm controle; onde o imprevisto sempre ocorrerá;
  • Três formas básicas de financiamento: recursos próprios — recursos do próprio empresário ou recursos que o negócio gerou; recursos de terceiros não onerosos — financiamento dos fornecedores, que fornecem esses recursos por prazos normais de mercado, sem nenhum ônus e recursos por financiamento — o mais arriscado de todos porque o custo do financiamento no Brasil, além de ser muito elevado, varia bruscamente;
  • Empresa é um conjunto de recursos com os quais ela trabalha;
  • Liquidez numa empresa são os recursos livres não necessários para a operação normal do negócio;
  • Recursos financeiros devem ser mantidos em excesso, provendo liquidez;
  • Política financeira cuidadosa, mas não necessariamente conservadora.
ENTREVISTADO
Roberto Lima

Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

Desde 1994, tem conduzido projetos de reestruturação empresarial e produzido artigos e pesquisas relacionadas à reorganização e liderança no contexto da recuperação de empresas e negócios. É professor nos cursos de pós-graduação da Fundação Vanzolini.

 

 

Conceitos e competências para empreender

Fernando Dolabela
PRINCIPAIS IDÉIAS

  • Empreendedorismo é um fenômeno cultural, que diz respeito aos valores da sociedade. Não é uma questão exclusivamente de conhecimento;
  • Desenvolver empreendedores não é um processo de transmissão linear de conhecimentos; não é possível ler um livro e se tornar empreendedor;
  • Não se sabe se é possível ensinar alguém a ser empreendedor, mas é possível aprender a empreender;
  • Empreendedorismo é um fenômeno de auto-aprendizado;
  • A definição do empreendedor mais aceita hoje pelos meios acadêmicos é a que diz que o empreendedor é alguém que inova;
  • Empreendedor é o motor da economia, aquele que introduz inovações e provoca a destruição criadora, ou seja, a dinâmica empresarial implica no nascimento de novas empresas e no desaparecimento de outras;
  • Empreendedor é alguém que desenvolve uma visão. Esse processo é um processo solitário, individual. Na criação de um sonho, o empreendedor trabalha sozinho;
  • Mas ele não vai ser capaz de realizar, de implementar este sonho sem o suporte fundamental de uma rede de relações;
  • Há uma relação direta entre o nível e o tamanho do empreendimento e o tamanho da rede de relações que o empreendedor é capaz de estabelecer;
  • Empreendedor está sempre desenvolvendo novas visões e, portanto, sempre buscando novas relações;
  • Desenvolver novas visões é a tarefa essencial do empreendedor. Ele nunca pára. O empreendedor renova, processa, descobre e imagina novas idéias;
  • A tarefa essencial do empreendedor é identificar oportunidades, aqui chamadas de idéias. Agarrar estas oportunidades e buscar recursos para empreendê-las são as características que completam o perfil do empreendedor por excelência;
  • Ética é absolutamente indispensável em empreendedorismo, tanto por razões de respeito ao ser humano quanto por razões econômicas;
  • Quando há uma concorrência que não privilegia aquele que tem maior competência, isto significa que o país está perdendo capacidade tecnológica por que não está estimulando e fortalecendo as empresas que têm maior competência. Ou seja, há uma perda econômica violenta dentro do desrespeito à ética.
ENTREVISTADO
Fernando Dolabela

Professor colaborador do Departamento. de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais

e coordenador nacional dos programas SoftStart, da SOFTEX. É autor de diversos artigos e ensaios sobre emprego na era da informação e sobre educação para o empreendedorismo. Recentemente, a Cultura Editores Associados lançou o livro de sua autoria, O Segredo de Luísa

 

 

Viabilidade econômica

Israel Brunstein
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • Investimento é um desembolso feito em um determinado momento e que vai ter efeito em períodos futuros;
  • Todo o projeto é um investimento, uma vez que o empreendedor desembolsa recursos e espera resultados;
  • O investidor ou empreendedor deve fazer uma análise econômica para verificar se o montante investido vai compensar a necessidade de remuneração do capital investido e os riscos envolvidos no projeto;
  • É uma análise ampla, que envolve a situação econômica do negócio e do mercado;
  • A consequência futura do investimento serão os retornos, que são medidos normalmente pelo fluxo de caixa;
  • O fluxo de caixa vai servir para reembolsar o investidor ou empreendedor, além de remunerar o risco assumido e a competência da pessoa que vai trabalhar neste empreendimento;
  • O critério de prioridade define, dentro de um certo momento, qual deve ser o objetivo maior de um determinado projeto. As prioridades mudam de instante a instante;
  • Um código de prioridades deve ser estabelecido para que os investimentos sejam realmente priorizados em função do que a empresa definiu como sendo básico para a sua atuação;
  • A maior autoridade para definir os parâmetros dos critérios de viabilidadeeconômica é o empreendedor ou o maior executivo da empresa;
  • O sucesso futuro da empresa depende basicamente dos investimentos que estão sendo feitos no presente;
  • O futuro tem peso considerável no que pode acontecer com aquele projeto;
  • É necessário criar cenários, os mais variados possíveis, desde o mais promissor até o mais pessimista;
  • Deve-se em levar em conta que existe uma chance de um projeto dar errado;
  • Deve-se aprender com os erros. Aprender com os erros sempre aumenta as chances de sucesso no futuro;
  • Vence quem souber melhor antecipar o que vai acontecer no futuro, tiver uma antevisão mais clara e dimensionar o projeto de forma mais satisfatória;
  • As empresas podem estabelecer parâmetros de avaliação de um projeto em função do período de retorno; este critério tem relação direta com a previsão do ambiente econômico;
  • A taxa mínima de atratividade para um investimento depende da consideração dos resultados que a empresa vem obtendo nos últimos períodos. Se os resultados são muito bons, o grau de exigência pode ser maior.
ENTREVISTADO
Israel Brunstein

Engenheiro de Produção formado pela Escola Politécnica da USP, com curso de Production Management pela Stanford University.

Atualmente, é chefe do departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP.

 

 

Estruturas para a ação empreendedora

Francisco Assis Alves
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • A legislação comercial brasileira, não só a que está contida no código comercial como toda a legislação esparsa a respeito da matéria, é de leitura fácil e de compreensão acessível. Por isso, todo o empreendedor que quiser ter o seu negócio, poderá valer-se da legislação oficial com extrema facilidade;
  • Pessoa jurídica é a associação de pessoas que têm em mente um determinado fim, reconhecido pela ordem jurídica. É um ente superior às forças individuais de cada um e irá substituir o empreendedor nas suas limitações individuais;
  • O Direito, além de dar vida às pessoas jurídicas, confere competência para que esta pessoa jurídica seja um sujeito de direito e contraia obrigações na ordem civil;
  • Dentre as diversas modalidades de pessoas jurídicas, o empreendedor deve escolher uma que servirá de instrumento para que possa tocar o seu negócio ou iniciar suas atividades empresariais;
  • Existe uma gama enorme de pessoas jurídicas. Empresa pública ou privada, cooperativa ou empresa de participação comunitária, fundação, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade civil limitada e micro-empresa são algumas das possibilidades;
  • Uma opção para o empreendedor iniciar suas atividades é a micro empresa ou empresa de pequeno porte;
  • A Constituição Brasileira criou privilégios para empresas de pequeno porte e micro-empresas, facilitando a sua constituição, proporcionando vantagens no pagamento

de impostos, de contribuições sociais e facilidades na obtenção de crédito bancário;

  • Instituiu ainda o chamado imposto Simples, que facilita no recolhimento dos impostos e taxas por parte dessas pequenas e micro-empresas;
  • Sociedades anônimas são indicadas para empresas de porte empresarial maior;
  • A sociedade por cota de responsabilidade limitada, fácil de instituir, é a mais procurada por empreendedores de pequeno ou médio porte. Bastam dois ou mais sócios e um contrato social registrado na junta comercial do estado de origem e a sociedade está instituída;
  • Fundação é sempre instituída com a finalidade de atendimento, de desenvolvimento de um trabalho de benemerência. Existem duas ordens de fundações: a fundação privada, criada e mantida com recursos particulares e a fundação pública, que depende de uma lei para ser criada;
  • Organizações sociais e as organizações da sociedade civil de interesse público são entidades federais, estaduais ou municipais, criadas para atender às necessidades básicas da população, principalmente nas áreas da saúde, da educação e da cultura;
  • As empresas de participação comunitária são empresas que unem, visando a realização de negócios de interesse comum entre elas. Atuando conjuntamente, se tornam empresas mais fortes e, consequentemente, melhor preparadas para enfrentar o mercado e a concorrência.

 

 

Recursos e Fontes

Francisco Assis Alves
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • Existem vários programas por parte do governo para auxiliar a pequena e média empresa;
  • O Programa Brasil Empreendedor, do Governo Federal, é um programa atual, que tem por meta treinar e auxiliar o pequeno empreendedor;
  • Além de ensinar a ser um empreendedor, o Brasil Empreendedor ensina o iniciante a tocar o seu negócio e abre uma linha de crédito;
  • Programa Brasil empreendedor tem recursos disponíveis na ordem de 8 bilhões de reais;
  • Micro e pequeno empreendedor podem se candidatar a uma fatia desses recursos através de agentes financiadores, espalhados pelo Brasil;
  • BNDS, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e vários outros estabelecimentos de crédito oficiais como Banco da Amazônia, Banco do Nordeste já estão operando o Brasil Empreendedor;
  • Proger — Programa de Geração de Emprego e Renda é um programa financiado pelo FAT — Fundo de Amparo ao Trabalhador, gerido pela Caixa Econômica Federal;
  • PROSAB- Programa de Pesquisas em Saneamento Básico e PTU — Programa do Trópico Úmido, para a região amazônica, ambos promovidos pelo CNPq;
  • PADCT — Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico;
  • O empreendedor que quiser mais informações a respeito desses programas poderá procurar um posto avançado do SEBRAE;
  • O Brasil, hoje, é um país onde o empreendedor tem oportunidade de vencer. Isso porque, além das próprias oportunidades naturais que o país oferece, o empreendedor brasileiro conta com o apoio destes programas;
  • Esses programas ainda não foram implantados na escala ideal como acontece nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália, na Inglaterra, mas já é um avanço no sentido de apoiar o empreendedor;
  • Acima de tudo isto, existe um fator fundamental: a estrutura política do Brasil está constituída em cima do Estado democrático de direito, que tem como um dos seus fundamentos a livre iniciativa, os valores sociais do trabalho. Significa oportunidade aberta a todos os cidadãos que queiram tocar os seus negócios.
ENTREVISTADO
Francisco Assis Alves

Advogado titular do Escritório de Advocacia Francisco de Assis Alves S/C, especializado em direito público, com destaque para o direito

fundacional e assessor e consultor jurídico de várias fundações. Autor de várias obras sobre direito tributário, escreveu e publicou grande número de artigos em jornais e revistas. É autor também do livro Fundações, Organizações Sociais, Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos e Outras Parcerias com a Administração Pública (no prelo).

 

 

Armadilhas do plano de negócio

César Simões Salim
PRINCIPAIS IDÉIAS
  • Não siga em frente no seu Plano de Negócio sem ter feito uma boa formatação do seu negócio. Nos negócios bem formatados até os erros de planejamento podem vir a ser corrigidos posteriormente. Em contrapartida, se estiver mal feita a formatação, todo o esforço de planejamento será inútil;
  • Faça sempre uma pesquisa de mercado. Pesquisas não só quantificam informações como permitem identificar tendências, características que podem ser essenciais em um produto ou serviço, importância relativa de produtos e soluções no contexto dos negócio de uma empresa;
  • Nunca deixe de lado a concorrência. Conheça profundamente tudo o que diz respeito aos concorrentes;
  • Pense bem em quem pode ser seu sócio e qual a forma de regular suas relações. As sociedades muitas vezes deixam de existir por divergências entre os sócios. Analise bem os papéis de cada sócio e estabeleça por escrito o que cada um pode e não pode fazer;
  • Entenda claramente quem são e o papel de cada um dos seus parceiros de negócio. Deixe bem claro, para cada um dos parceiros, quais as responsabilidades de cada um;
  • Analise muito e com cuidado sua estrutura de preços. Preço é o que o mercado está disposto a pagar por alguma coisa, não importando o custo;
  • Estude todos os aspectos da forma de vender — analise a clientela e estude como você vai vender. Além de tudo que deve constar do Plano de Negócio sobre a forma de vender, é necessário definir qual vai ser a imagem de sua empresa, como a sua empresa vai ser vista e, se você vai atuar em algum segmento do mercado, qual a concorrência e se já existe um líder ali estabelecido;
  • Conheça bem sua estrutura de custos e a enxugue sempre que puder.
    Gastar o dinheiro do investimento apenas para manter a estrutura básica de funcionamento pode ser fatal para o seu empreendimento;
  • Entregue sempre, no mínimo, o que você vendeu. Os produtos e serviços devem ser entregues com as todas as características prometidas e anunciadas do produto, dentro do prazo prometido;
  • Não pense que o dinheiro pinta, estude muito as necessidades e a forma de sua capitalização. O dinheiro é muito difícil de ser obtido para empresas que estejam iniciando. Os investidores sabem que o risco é muito alto e que o índice de mortalidade entre as empresas iniciantes é assustador.
ENTREVISTADO
César Simões Salim

Engenheiro eletricista, mestre em Ciências de Computação e Informática e advogado.

Desempenhou diversas funções na vida empresarial e na área governamental, destacando-se, entre outros, como presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro/RJ.

 

 

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