|
REDES
DE APRENDIZAGEM MIT: Prof.
Richard Larson "Permita
que mil flores desabrochem" "É
preciso que recuperemos a visão, auto-confiança e vontade
de alcançar a excelência".
Introdução e antecendentes: Nosso encontro coincide com diversas fases de transição que assolam o mundo e afetam profundamente o modo pelo qual a pesquisa será realizada no séc. XXI. A Guerra Fria acabou e importante fração da população planetária acerca-se da economia mundial. Cada vez mais corporações operam em nível globalizado. Novas descobertas tecnológicas encurtaram a distância, fator determinante das relações humanas. A tecnologia é o combustível do crescimento econômico, tanto em países desenvolvidos como emergentes. À educação é conferido um papel primordial neste novo mundo. Muitas vezes uma redução de capital humano atua como fator delimitante sobre o crescimento e a prosperidade do país em questão. Por outro lado, o que assistimos é à explosão, ao boom das comunicações tecnológicas. Exemplos compreendem desde a Internet, televisões digitais que operam via satélite, redes desenvolvidas por fibra ótica, modems transmitindo via cabo, até uma ampla gama de comunicações locais sem fio. Servindo-se destas redes de comunicação há uma infinidade de computadores e mainframes operando, com a qual jamais se havia sonhado há apenas duas décadas. Testemunha dos novos papéis que tais tecnologias desempenham enquanto meios de substituição ao "transporte de comunicados" é tema de matéria recentemente publicada na revista The Economist, em primeira página: "A distância está morta". As novas tecnologias estão afetando o modo pelo qual as organizaçoes operam. Boa parte das corporações tornou-se "virtual", por assim dizer, já que o endereço da sede ficou em segundo plano em relação ao endereço eletrônico, número de fax e telefone. Há cada vez mais pessoas mantendo conversações virtuais. Reuniões de trabalho e até apresentações científicas ocorrem cada vez mais frequentemente por meio de teleconferências, dispensando passagens aéreas, traslados e reservas de hotéis. Governos também estão redefinindo seus modus operandi, seja nos EUA, Europa ou Ásia. Seus papéis foram, de certa forma, reduzidos. O desmantelamento do Bem Estar Social e a diminuíção de impostos revertendo para o campo social dando-se prioridade aos balanços econômicos fazem com que o papel de suporte, apoio por parte dos governos esteja, de certa forma, solapado. No EUA, isso se manifesta através do apoio governamental à pesquisa nas universidades que, de acordo com as previsões, deverá diminuir em cerca de 20% até o final do século. Universidades dedicadas à pesquisa científica que desejarem, senão incrementar, ao menos manter o nível atual de recursos aplicado nesta área terão que apelar a outros segmentos da sociedade principalmente a iniciativa privada a fim de ampliarem seus fundos destinados à pesquisa. Como, porém, as corporações, especialmente enquanto à pesquisa científica, tornaram-se cada vez mais exigentes sobre valor agregado, a demanda por parcerias universitárias de valia não mais permite que se contetem com relações filantrópicas em geral. Relacionamento com Universidades de Pesquisa e, em particular, com o MIT. Como cada Era é única naquilo que apresenta, acreditamos que esta apresenta importância capital quanto ao futuro das Universidades dedicadas à Pesquisa, inclusive o MIT. Estas novas tendências apontam para mudanças dramáticas, em um mundo que obriga as universidades a repensarem sua missão principal. No caso do MIT: Em seus primórdios intitulava-se Boston Tech e, durante as primeiras décadas de funcionamento, constituia-se em uma escola técnica de engenharia. Alcançou projeção nacional grças ao projeto "Rad Lab" e às atividades relativamente bem sucedidas desenvolvidas durante os anos 40, em apoio à II Guerra Mundial. Graças ao engajamento de Vannevar Bush e outros no pós-Guerra, o Governo Federal Norte-Americano reconheceu a sua importância em apoiar e manter grandes centros de pesquisa de capacidade proeminente. Este paradigma prevalesceu até a Guerra Fria. Com a queda do Muro de Berlim e da União Soviética, em 1989, o MIT passou a constituir página da história. Porque tais considerações importariam para aqueles que, dentre nós, trabalham com tecnologia aplicada à educação? Por várias razões importantes:
2.2. A necessidade de Crescimento; Para sobreviver perante crises de complexidade cada vez mais difícil de satisfazer contentar os centros de pesquisa universitária necessitam desenvolver novas estratégias capazes de enfrentar o novo milênio. Centros de pesquisa universitária são locais de desenvolvimento de alta tecnologia. Há uma frase bastante comum que circula no alto setor high tech mundial, que é: "Cresça ou morra". Tal acepção é agora verídica também para o universo acadêmico. Com subsídios cada vez mais minguados sendo fornecidos pelo Governo Federal, o que se vê é a necessidade cada vez mais urgente de crescimento estratégico operante. Tomar consciência desta educação especializada a serviço da indústria é imperativo. Nossa indústria é uma das poucas, nos EUA, que ainda não passou por processos de mudança operacional fundamentais, ainda que tais tecnologias ultra-modernas tenham sido engendradas, provavelmente, graças aos nossos esforços. O setor privado percebeu que há grande oportunidade surgindo no mundo dos negócios e temos de reinventar a nós mesmos, livrando-nos da visão ultrapassada que, porventura, ainda exista sobre o porte deste mercado e suas exigências. 2.3. Pedagogia As novas tecnologias computadores e telecomnicações quando utilizadas com sua total capacidade visual e auditiva facilita novos métodos de ensino e estilos de aprendizagem. O MIT, e muito provavelmente a grande maioria dos demais centros universitários de pesquisa, malgrado sua importância, ainda são adeptos do estilo "aula- palestra e quadro-negro", que remonta a séculos. Nossas salas de aulas, no MIT, já abrigam filhos e netos desejosos de ingressarem em nosso quadro. Com as facilidades pedagógico-tecnológicas atuais, ênfase deveria ser colocada em: O ato de ensinar está sendo substituido pelo ato de aprender, sendo que o conhecimento não mais se restringe à pastinha do professor; inclui uma variedade de fontes nunca dantes pensada. Ouvir passivamente um orador ministrando sua aula está cedendo aos propósitos de uma aprendizagem orientada. O aluno ou aprendiz cruza espaços de conhecimento não lineares, que se coadunam melhor com seu método de aprendizagem, interesses pessoais e formação anterior. Contrariamente ao que se acredita, interações entre professor e aluno podem ser aprimoradas com o advento da tecnologia. 2.4. Colaboração Tecnologia aplicada à educação abrange muito mais que o uso de microcomputadores e meios tradicionais de multimidia em salas de aulas, ou troca de email s entre alunos e as instituíções de ensino. Podem abrir todo o tipo de possibilidades. Cursos podem ser dados por duas ou mais universidades em parceria. Algumas das faculdades ligadas ao MIT já estão fazendo uso deste recursos e, juntamente com os alunos, estão descobrindo as vantagens que tais possibilidades oferecem. Os alunos podem interagir uns com os outros, tanto no MIT como fora dele. Mais importante, pesquisadores se beneficiam da colaboração de colegas através dos sites na Internet. Um exemplo apenas: dada a importância imagética do corpo humano, o uso de multimidia e comunicações técnológicas já padronizadas mostra benefícios em vários centros de pesquisa médica. O professor de literatura do MIT, Peter Donaldson, promove a pesquisa de estudos em Shakespeare junto a seus alunos, na Univesidade de Standford, através de arquivos indexados por video digital das peças shakesperianas e da comunicação através da Internet. Outra faculdade no MIT também mergulhou neste novo campo do ensino e pesquisa. 2.5. Liderança Nenhuma instituição assumiu a liderança no ensino neste mundo complexo. Tal educação compreende repassar ensinamentos a 99% dos aprendizes de vários países e também requer esforços para alfabetizar uma fração cada vez maior da população mundial, oferecendo possibilidades aos desprovioas e colaborando para a paz mundial. O MIT é uma das poucas instituições, em nível mundial, que goza do respeito e admiração para lançar-se à tarefa. Acreditamos que o ambiente a nos rodear na Modernidade oferece enormes possibilidades - e riscos proporcionais... É preciso que as instituições de ensino mantenham seu vigor e preservem o ambiente de aprendizagem - corpos docente e discenti, funcionários, ex-alnos e parceiros. Novo objetivo para Centros de Pesquisa Talvez boa parte dos mesmos não tenha ampliado os meios e objetivos que vigoram. Em relação ao MIT, vale dizer que: O propósito do MIT é oferecer liderança educacional e apoio à pesquisa no universo tecnológico. Talvez a redação do objetivo acima possa ser feita de várias maneiras, porém o propósito é inalterável: há que manter-se o foco na liderança, o impacto global e o papel da ciência e tecnologia atuando juntamente a um gerenciamento eficaz. MIT em vias de globalização: redes de aprendizagem Se aceitamos o objetivo acima exposto, então a infra-estrutura tecnológica a ser implementada deverá dar suporte à liderança na educação e pesquisa. Isto quer dizer que muito do que é desenvolvido no campus poderá ser feito for a dele - em sites remotos previamente determinados. Signifca que a infraestrutura adquire papel impactante sobre o conjunto de competências tradicionais, para que sua expansão seja facilitada. Consideremos a hipótese de disponibilizar tal infraestrutura; como isto afetará as coisas? Basicamente, por abrir a possibilidade de redefinir o que entendemos por nosso "campus comunitário" de maneira mais ampla. Ser capaz de oferecer e cuidar do bem-estar de alunos e professores que, normalmente, estariam excluídos do campus, campus este sem fronteiras. A sugestão encontrada, no MIT, foi chamar a esta nova comunidade de "REDES DE APRENDIZAGEM VIRTUAIS MIT" (MITLN). As MITLN são comunidades virtuais de estudantes, mentores, professores e pesquisadores que compartilham o objetivo de aprimorar as experiências de aprendizagem, dentro e fora do campus. Os membros principais ou pilotos seriam alunos e professores de Cambridge. Qualquer comunidade virtual que desejasse juntar-se à MITLN deveria trazer um aporte quanto a melhorar "os padrões de aprendizagem" disponíveis a todos os membros da comunidade. Nova vontade de aprender: Os membros que desejarem juntar-se à comunidade em questão buscariam oportunidades de aprendizagem tais como cursos, programas especiais, informações interativas, e outros junto aos atuais membros das redes de aprendizagem MIT. Monitoramento e Suporte: Os membros que desejarem juntar-se à comunidade em questão buscariam interagir com os chamados residentes do campus, pata aprimorar seu aprendizado e/ou pesquisas. O segundo requisito supra-mencionado é que torna a MINTL diferente das demais "variedadedes televisivas. A motivação para fazer o acima exposto é a seguinte: sabemos que o MIT oferece um ambiente de pesquisa invejável aos seus residentes. Alunos de muito bom nível e professores de renome mundial fazem com que este centro universitário ofereça aos milhares de alunos que o visitam oportunidades ímpares. Devido às particularidades que cercam o MIT, é pouco provável que tais pessoas optassem por concorrer no mercado de commodities do ensino à distância. Não haveria como a concorrência manifestar-se no campo virtual, afetando as duas forças básicas da institutição: ensino no campus e pesquisa. No entanto, servia como um atrativo para identificar novos pólos de "residentes em potencial" `uma comunidade ampliada, que agregariam valor ao campus básico. Os alunos não fixos, à sua vez, se beneficiariam do aporte dos residentes, melhorando a qualidade de vida no campus. Em estas condições sendo satisfeitas, então o "ensino à distância" poderia como uma atividade que se soma às atividades de uma minoria, permitindo que esta exerça três atividades principais: ensino e pesquisa no campus e aprendizagem e colaboração além-do-campus. Portanto, o modelo de ensino mencionado não é o típico via de mão-única em que um palestrante apenas ensina via satélite. Este modelo já nem sequer é popular em várias partes do mundo, que poderíamos chamar de um "para-poucos interativo" (video-conferência). Também não se assemelha a muitos assuntos que hoje em dia são tratados na Internet, com ambientes que tendem mais à interação passiva não controlada, em que o professor ainda ensina a matéria ao aluno. Parece-se, mais, a uma cidade virtual: é uma comunidade aberta de aprendizagem em que espera-se que cada aluno use recursos como bem lhe aprouver, mais de conformidade com seu estilo pessoal. As pessoas da MITLN dão apoio a muitos estudantes e entidades, além de amigos do MIT. O meio de comunicação básico é a Internet e suas redes de bandas digitais paralelas. Diferentemente de faculdades tradicionais que têm de ater-se a um currículo tradicional, neste caso espera-se que a maioria dos alunos tornem-se mestres e o ensino seja compartilhado. Finalmente, a MITLN englobaria muitas pessoas: faculdades ligadas ao MIT, estudantes residentes em Cambridge assim como os que operam à distância, ex-alunos, parceiros corporativos, pesquisadores à distância, alunos e professores de K-12 e outros, em um mundo de aprendizagem colaborativa comunitária.
Um modelo de rede de aprendizagem permitiria cobrir:
4.2 Pesquisa colaborativa global: Grupos de pesquisa ora restritos às quatro paredes do campus funcionariam com a colaboração de parceiros não restritos à tal circunscrição. Imagens, textos, e dados seriam compartilhados instantaneamente, e um contato eletrônico face a face seria marcado, em uma sala da Internet, por exemplo, no momento oportuno. Os grupos de alunos seriam reunidos com base em sua força de trabalho e não por circunstâncias geográficas. Na verdade, esta cooperação já existe; sabemos de uma pessoa na Austrália e outra em Cambridge que, no início dos anos 1990, escreveram, juntas, dois papers, sem sequer conhecerem o rosto uma da outra. Mas as possibilidades vão muito além. Alunos em projetos de pesquisa ambiental na Amazônia poderiam ter monitores espalhados em vários pontos da floresta oferencendo uma alimentação viva em termos de "feed-back aos alunos situados no campus. Tais dados poderiam ser compartilhados mundial e instantaneamente. O mesmo vale para produtos manufaturados em geral. No ramo da arquitetura, trabalhar-se-ia em parceria com arquitetos de renome, e o esmo vale para design, construção de protótipos, etc. Com tudo isso estamos apenas arranhando as possibilidades. Nestes exemplos, estudo e pesquisa caminham de mãos dadas, em uníssono. 4.3. Educação avançada no campus: Podendo dispor da tecnologia apropriada, os campos de aprendizagem tradicionais transcenderiam o ensino via oral normalmente oferecido a ouvintes em atitude passiva. Alunos trabalhando sobre um projeto comum desenvolveriam pesquisa em laboratório, o trabalho de professores em salas de aula poderia ser reduzido, sobrando mais tempo para treinamento, etc. Os alunos manteriam contato on-line com grupos de força-tarefa, realizando seus deveres de casa em tempo real. As Perguntas e Respostas mais Frequentes seriam arquivadas em videos e ficariam à disposição, sempre que necessário. Experiências ao vivo em salas de aula também seriam gravadas e a lista, continua - é bastante longa. 4.4 Aprendizado ininterrupto para ex-alunos: Em a universidade e pesquisa tendo sido reinventados, a educação continuada poderia ser estendida aos ex-alunos, que seriam considerados "eterno-aprendizes". Quando o executivo de uma grande empresa anunciasse que necessita de um profissional capacitado, por exemplo um engenheiro não com quatro, mas sim 40 anos de formação, as universidades responderiam dizendo que dispoem de produtos educativos adequados, estando capacitadas a oferecerem serviços de nível, compatíveis com os requerimentos para enfrentar a concorrência acirrada. Vivemos uma época em que um profissional chega a ter cerca de sete empregos distintos durante sua carreira. Conhecimento embasado em tecnologia normalmente tem duração de cinco a dez anos. Os empregos vitalícios mais de 30 anos de casa não mais existem. Por isso a necessidade da aprendizagem contínua, junto ao MIT e outras entidades congêneres. A existência de mais de 1000 "univesidades corporativas" e investimentos da ordem de 100 a 300 bilhões de dólares/ano em capacitação ilustram o teor da demanda. O fator-chave quanto aos exemplos supra-citados é ilustrar em até que medida as competências tradicionais deveriam guiar as escolhas, no sentido de buscar tecnologia seleta, e não se contentar com as últimas notícias passageiras anunciadas em Wall Street, sobre a Rota 128 ou o Silicone Valley.
Educação com habilitação tecnológica para campus físico e virtual. Seja à distância ou no campus, a imfraestrutura de apoio tecnológica fica praticamente inalterada. Além da rotina na transmissão de ensinamentos, as tecnologias emergentes facilitam novas pedagogias. Assim, ao concebermos o traçado moderno necessário, percebemos que há:
Citamos, abaixo, alguns do pontos que sofrem modificação em relação aos métodos convencionais de aprendizagem: Antigo Moderno Ensinar Aprender Professor Treinador ou co-aprendiz Estudante Aprendiz Sincronia Assincronia Linearidade Não linearidade Passivo Ativo Programado Sob pedido Material de ensino Cumprindo um objetivo A nova infraestrutura permite não apenas que o aluno faça download em seu laptop, mas que isto ocorra em tempo real, trabalhando mais agilmente com a sessão de Perguntas e Respostas, utilizando bancos de dados de colegas e até fazendo maior uso de interação via vídeo.
Infraestrutura humana: É imprescindível salientar que a faculdade deve mostrar seu entusiasmo, buscando adquirir o acesso a estas novas tcnologias. De outro modo, não há como implementar este currículo inovador. Significa que a faculdade deverá estar atenta a oferecer recompensas, dando premiação aos alunos que mostrarem excelência na matéria. Significa estabelecer uma política justa, equitativa de direitos autoriais; significa também gastar tempo em treinamento para familiarizar-se com os novos paradigmas. Alguns de nosso colegas pensam que investimentos neste setor serão, de fato, subordinados a investimentos no humano - ao invés de gastar montantes importantes com hardware e software. Em outras palavras, equivale dizer que o tempo dos membros do staff que deverá ser gasto para reconsiderar/reavaliar a matéria e visto nos novos moldes, indo muito além do capital investido. O tempo é testemunha. Outras univesidades acabam optando por tirar um professor de suas atividades acadêmicas convencionais por um ou dois períodos (semestral ou anual) para que este pudesse traballhar em off com sua equipe e desenvolver os novos módulos de aprendizagem. Par tanto, investimentos substanciais foram necessários.
Recentes atividades desenvolvidas no MIT Nos últimos três anos, dois comitês de alto nível estiveram focalizados na educação capacitada em tecnologia, mostrando como esta deverá afetar a experiência de aprendizagem no MIT, dentro e fora do campus universitário. O primeiro foi o comitê EVAT Educação via Teconologias Avançadas, sob responsabilidade do Prof. Paul Penfield. Seu último relatório está na Internet na página www-evat.mit.edu/report. O segundo foi o PROVOST, levado a cabo pelo Conselho Educacional do MIT, cuja versão ainda não acabada está na página albert.mit.edu.edtech. As recomendações principais do comitê apontam os "esforços comparáveis ao do Projeto Athena" que tiveram de ser envidados (o Projeto Athena foi um intensivo levado a cabo em meados dos anos 80, que envolveu o campus com tecnologia state-of-the-art quanto a estações de trabalho e softwares educacionais. Foram requeridos quase 100 milhões de dólares para tanto. Dada a ênfase colocada no relatório do Conselho, é possível perceber que o aprendizado à distância fará parte da missão central de ensino do MIT, que já tem tradição neste segmento desde o tempo do CAES Centro de Estudos Avançados de Engenharia, criado em 1969, quando vários cursos foram criados em vídeo. Mais recentemente, o MIT vem operando no Programa de Gerenciamento e Sistema de Design, que é praticamente o primeiro certificado de mestrado virtual sendo outorgado juntamente com a Escola de Engenharia e a Sloan School of Management. Há planos em andamento para para incrementar o número de alunos que participa deste programa, também visando à expansão do currículo. A Escola de Arquitetura e Planejamento juntamente com o Departamento de Engenharia Ambiental e Civil tornaram-se os líderes no traçado do perfil de estúdios que fazem uso de tecnologias de aprendizagem remotas. O CAES hoje conhecido como Centro de Estudos e Serviços Avançados - oferece ao MIT cursos e programas educacionais (alguns dando créditos) através de North America e por intermédio do recém-formado "Canal de Negócios" da PBS e da Williams dados a parceiros latinoamericanos na Argentina, Brasil, México, Chile, Peru e Venezuela. Alguns membros individuais das faculdades também atuaram ativamente, seguindo a antiga tradição do MIT, por "permitir que as mil flores desabrochem". À guisa de exemplo poderíamos citar os Profs. Hal Abelsons - que implementou um curso na Internet sobre direito e privacidade Prof. Peter Donaldson que, em conjunto com a Universidade de Standford, é responsável pelo arquivo em vídeo das obras de Shakespeare; os esforços envidados pela Sloan para negociações realizadas através da Internet e quatro outros temas sobre ensino e negociação na WEB, do Depto. de Engenharia Mecânica. Há diversos exemplos sobre o que o Conselho recentemente relacionou como incentivo e encorajamento ao fomento de pesquisa e ensino de tecnologias que culminaram com as Redes de Aprendizagem do MIT.
|
||||